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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Ovos mexidos com alheira

Comidinha simples e fácil é que eu, nestes últimos tempos, gosto de fazer! Estes ovitos mexidos com alheira ficaram muito saborosos!
Bem, eu também sou um bocadinho suspeita para falar sobre isto, pois adoro alheira de todas as formas!
Ingredientes:
2 ovos
1 alheira
salsa

Retirar a pele da alheira e com a ajuda de um garfo esfarelar tudo.
Aqueça uma frigideira anti aderente com um bocadinho de azeite e vá fritando a alheira até ficar douradinha, mexendo sempre.
Bater os ovos, temperar com a salsa e juntar à alheira.
Mexer com uma colher de pau.
Servir com uma saladinha ou com tostinhas.

Eu não coloquei sal, pois não achei necessário, uma vez que a alheira já é temperada.

Domingo, 27 de Setembro de 2009

Arroz de cenoura e maçã

Uma invenção do momento que até ficou muito boa, modéstia á parte!

Ing:
1 cenoura média
1 maçã
1 copo de arroz
cebola picada
azeite
sal

Refogar a cebola no azeite. Juntar depois a cenoura e a maçã, previamente descascadas, raladas. Envolver muito bem e deixar a cenoura amaciar um pouco.
Juntar o arroz, lavado ou não (conforme o gosto) e envolver tudo muito bem. Adicionar 2 copos de água, temperar com sal, baixar o lume e deixar cozinhar, tapado.


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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

A Carta

(Imagem retirada da Internet)
Em conversa sobre uma peça de Shaskespeare que ía ver, o H. falou-me deste texto e foi um querido porque se deu ao trabalho de mo ler.
Não conhecia, mas gostei muito do que ouvi e, consegui, em muitas frases, rever-me e , mais uma vez, tudo fez sentido para mim!
Fiquei a pensar no texto e, na primeira oportunidade, fui á procura dele na internet.
Encontrei-o, como podem ver, e estou a partilhá-lo convosco!
Obrigada pela partilha! Adorei! Beijos grandes


de William Shakespeare
“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.
Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser.
Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus actos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você junte seus cacos.
Aprende que o tempo não é algo que não é algo que se possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende realmente que pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais.
E que realmente a vida tem valor diante da vida!”

Mais uma peça de Teatro

(Imagem retirada da internet)

Ontem, dia 23, mais uma vez e, integrado na Temporada MusicAtlântico2009, fui assistir a uma peça de teatro no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória.
A peça chamava-se " A Tempestade" de William Shakespeare
Produção e autoria Criação Colectiva Companhia do Chapitô, a partir de Willian Shakespeare, com encenação de John Mowat e interpretação de Jorge Cruz, Marta Cerqueira e Tiago Viegas.
Foi uma história de magia, monstros e espíritos numa ilha encantada num mar distante. Conta o que aconteceu nesse mundo de sonho, quando a inocência, o amor, o medo, a malvadez e a vingança entram em choque sob o poder de um grande mágico.
A peça mais visual de Willian Shakespeare, diz-se que terá sido a sua última peça completa. Foi apresentada á família real no dia de Todos os Santos, no ano de 1611, e novamente no ano seguinte.
Esta terá sido a derradeira peça do autor, uma vez que o mesmo terá atingido um ponto para além do qual não poderia haver mais evolução dramática.

Companhia Chapitô
Foi formada em 1996, em Lisboa. Desenhada a partir de um ampla variedade de influências e técnicas, desenvolveu um estilo de comédia visual que vai ao encontro de uma audiência universal.
Um trabalho colectivo, que através do jogo e da improvisação explora, experimenta e transforma a fim de encontrar noivas formas de fazer e de olhar o teatro.
A companhia tem viajado com as suas peças por Portugal e por muitos outros Países da Europa, África, América do Sul, Médio Oriente e Extremo Oriente.

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Arroz de bacalhau


Já fiz este arroz há algum tempo, pois andava com saudades deste prato. Ficou uma delicia e, apesar de ter sobrado para a refeição seguinte, nada se desperdiçou!

Ingredientes para 1 pessoa:
1/2 cebola picada
1/2 copo arroz
1 dentinho de alho
1 posta de bacalhau desfiado ( pequena)
1 colher (sopa) de azeite
1 raminho de salsa
Sal q.b.


Preparação:
Faz-se um refogado com azeite, cebola picada e o alho.
Junta-se o bacalhau desfiado ao refogado e mexe-se durante uns momentos.
Junta-se-lhe água, pouco a pouco, que seja suficiente para se cozer o arroz e rectificam-se os temperos. Deita-se o arroz na calda e deixa-se levantar fervura, depois baixa-se o lume para o mínimo até cozer.
Salpica-se com salsa e serve-se mais malandrinho ou mais seco.

Domingo, 20 de Setembro de 2009

Esparguete com camarão

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Ingredientes para duas pessoas:
200 grs de camarão com casca
esparguete ( depende da fome dos comensais!)
tomate chucha (2)
sal
coentros frescos
limão
alho picado
cebola picada
azeite


Cozer o camarão em água e sal. Descascar o camarão e reservar.
Cozer o esparguete até ficar al dente, em água abundante e temperada com sal.
Colocar numa frigideira o azeite, alho e a cebola. Deixar até a cebola dourar.
Acrescentar o camarão descascado e misturar todo.
Acrescentar o esparguete e os tomates cortados, no sentido do comprimento, em quatro ( também pode usar tomate chucha, que é pequenino. Neste caso parte só ao meio).
Rectificar temperos, se necessário.
Adicionar sumo de limão e os coentros picados. Envolver bem e servir.

Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Pêras do quintal

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Quando vou de férias à minha mãe gosto sempre de dar uma voltinha pelo quintal para ver o que posso comer! Apesar do quintal ser bem pequenino, tem lá umas boas árvores: macieiras, pereira, laranjeira, figueira e ameixieira.

Em outros anos, vou na altura dos figos e que bem me sabem colhidos de cima de um banco, directamente da àrvore! Lá vou eu de banco debaixo debaixo do braço e toca a comer! A minha mãe vai sempre apanhar e põe num prato, mas eu gosto mesmo é apanhar e comer directamente da árvore.

Este ano também não cheguei a tempo das ameixas, já as fui encontrar muito maduras e assim eu não gosto.
Mas encontrei uma pêras belíssimas! E a pereira ainda tem muitas mais! E que velhota é! Segundo a minha mãe, já terá mais de 40 anos!
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A Pêra é boa para eliminar gorduras inúteis do organismo, para isso deve ser substituída a alimentação corrente por pêra crua ou cozida, e eventualmente acompanhar com iogurte e pão integral.
Também tem benefícios para o aparelho circulatório e rins.Regula o sistema digestivo e nervoso, evita a queda de cabelo e facilita no tratamento de alguns problemas de pele.
É um bom complemento alimentício, tanto na formação dos ossos, dentes e sangue.
Tem igualmente fibras, por isso é boa para a evitar a prisão de ventre, inflamação do intestino e bexiga.

Domingo, 13 de Setembro de 2009

Frases chinesas

Não gosto muito de provérbios, mas encontrei estas frases chinesas num blog e gostei muito de algumas. Aqui as transcrevo para vós!

*O que procuras está lá, só tens de procurar melhor.

*O passado é como um filme, pode por-te triste, mas não te pode magoar .

*A única coisa a recear é o desconhecido.

*Deixa a vida surpreender-te todos os dias.

*Se acreditares em ti, os outros também vão acreditar.

*Cada revés só te torna mais forte.

*A vida está cheia de magia, cabe-te a ti descobri-la.

*É sempre melhor perder em conjunto que ganhar sozinho.

*Olhar alguém nos olhos é a única forma de se ser honesto.

*O mais importante não é o destino, é a viajem...

*Boa música pode animar a alma até nas alturas mais negras.

*A sorte é para ser partilhada.

*Sorri e o mundo sorrirá de volta .

*Não há receita secreta para a felicidade: tens de inventá-la ao longo da vida.

*Se quiseres chorar, chora. Depois sentir-te-ás melhor.

*A verdadeira felicidade encontra-se dentro de nós.

*Um verdadeiro amigo sabe calar-se nas horas certas, e com esse silêncio diz tudo.

*Quando pensamos saber todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.

*Não há erro maior que querer estar sempre certo.

*Sê sincero contigo mesmo e, tão certo como a noite seguir o dia, não conseguirás mentir a mais ninguém

*Podes cometer dois erros na vida: 1 é pensares que és especial, o outro é pensares que não o és.

*Os verdadeiros amigos são como as estrelas, nem sempre os vês, mas sabes que estão sempre lá.

*Quando fores à praia e o mar apagar as tuas pegadas volta atrás e faz tudo outra vez. Pessoas como tu não merecem ser esquecidas.

*A jornada da vida começa com um simples passo .

*Sonha como se vivesses para sempre, vive como se fosse o último dia.

*Se disseres sempre a verdade não vais precisar de te lembrar de nada.

*Aquele que quiser subir a escada terá de começar por baixo.

*Nunca testes a água com ambos os pés.

*A estrada da vida está sempre em construção.


Recomeço


«Recomeça... se puderes,
sem angústia e sem pressa
e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro,
dá-os em liberdade,
enquanto não alcances não descanses,
de nenhum fruto queiras só metade».

Miguel Torga

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Mais um concerto

Angra do Heroísmo acolhe esta semana um recital pelo pianista polaco Piotr Anderszewski.
Este recital integra o Festival MusicAtlântico, que decorre nos Açores de Março até Novembro, e terá lugar no Palácio dos Capitães Generais (sexta-feira, pelas 21 horas)

Piotr Anderszewski é considerado um dos músicos mais inspirados da actualidade e é visita regular das salas de concertos mais importantes do mundo.
Tem-se apresentado ao lado da Filarmónica de Berlim, Sinfónicas de Boston, Chicago e Londres, Orquestra de Filadélfia ,Orquestra de Concertgebouw e outras.
Artista exclusivo da Virgin Classics desde 2000, gravou no primeiro disco para esta editora as “Variações Diabelli” de Beethoven.
A sua discografia inclui ainda um CD nomeado para um Grammy e um disco com obras de Chopin, aclamado pela critica.
Gravou ainda obras de Szymanowsky e recebeu o prémio Gramophone em 2006 para melhor disco instrumental.
Em Abril de 2002 recebeu o prémio Gilmore, concedido de quatro em quatro anos a um pianista de talento excepcional. Recebeu ainda o prémio Szymanowsky e o prémio da Royal Philharmonic Society para melhor Instrumentista.

Domingo, 6 de Setembro de 2009

A minha primeira vez!

Os Montanheiros organizam durante quase todo o ano, caminhadas por toda a ilha, quer seja no interior ou no litoral.
Sempre tive curiosidade e vontade de ir a essas caminhadas, mas sempre alguém dizia que eu não ia conseguir, que era preciso muito esforço, que era demais, ... e eu nunca fui, pois pensei que era verdade.
Mas aprendi, há pouco tempo, que quando nos dizem que não somos capaz, é treta! Se alguém tenta diminuir as nossas capacidades, é treta! Basta VONTADE! E tudo se consegue!
E assim, lá fui eu na minha primeira caminhada! Fomos para um sitio muito bonito, como podem, ver por algumas fotos que tirei!
Adorei cada segundo desta caminhada! E lamento não ter feito outras, mas nunca é tarde para começar, não é?
E agora que fiquei com o " bichinho", vou repetir! Aqui ou noutro lugar!
Ora vejam por onde andei:















Esta última é para vos provar que estive mesmo lá! E cá estou eu, na minha melhor pose!

Sábado, 5 de Setembro de 2009

Uns Selinhos lindos

Este selinho foi a minha querida Isa do blog http://cozinhaandcompanhia.blogspot.com/ que me deu!! É meu, só meu e todo meu! Mas eu dou, se o quiserem levar!
















Estes selinhos vieram do Blog http://pravocecomcarinho-jacque.blogspot.com/. Quem os quiser faço o favor de levar; são de graça!






Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

A poesia da Luisa

Maria Luísa da Cunha Ribeiro, poeta açoriana, vive em Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
Esta poetisa já tem alguns livros publicados, um ou outro prémios ganhos, muitos poemas publicados em revistas/jornais.
De si diz : «sinto pudor e guardo o que escrevo; não gosto de sessões de lançamento de fato e gravata; gosto de estar na sombra; gosto de estar no nevoeiro; a única maneira que tenho de falar de mim é escrevendo».
Já conheço a Luisa há alguns anos e, recentemente dei por mim a ler alguns dos seus poemas. Até agora, partilho convosco os meus preferidos.

I
Ouço tudo e mais
do que dizes.
Escuto além da palavra:
o som crepuscular
do silêncio mais vasto.
Ouço tudo:
reticências
suores
bater de cílios
os dedos
o estremecimento da grafite
o lento desenhar da tua sílaba
{Luísa Ribeiro}

II

“O vento empurra-te para mim, transformado em

folhas caídas – escrita anónima do tempo.

É Outono. O pátio está já carregado de ti.

E o meu corpo recebe-te, enquanto viajo, ao som do

tango que estremece na escuridão dos teus olhos.“

{“Luísa Ribeiro”}

III

O teu corpo esconde o mistério

de mil livros - a justiça das leis

por incendiar, nesta honesta batalha por ti.

Mas eu não tenho armas.

Só luto com os dedos doridos - procuro

a tua forma original, o dilúvio, a lava que se encobre

na pedra fria que me acerta.

E o teu corpo, sob a roupa, estremece

em cada letra que te escrevo

com pseudónimo.

{Luisa Ribeiro}

IV

É abrir o papel – flor ao luar – e despir a inocente paragem do tempo. E é

esquecer, perder, cantar, trocar o movimento do vento que estala no teu cabelo

fresco.

É abrir pétalas e não recear o tempo que perdi a copiar-te; é não murchar, não

afundar, não calar. Não rasgar retratos.

E aceitar o nevoeiro; vestir o nevoeiro; rodear a chuva; iludir a música –

esconder-me nas árvores e trocar as dezanove esquinas da rua da Sé ou

esperar-te à sombra das lajes do Museu.

E rodar e rodar e rodar.

Aspirar a alegria e a luz que o teu sorriso esmaga inocente. Ou obedecer ao

som com que a tua voz prenuncia o meu nome.

É abrir o papel à flor do luar.

{Luisa Ribeiro}

V

O meu caminho é o meu ninho.

Durmo nas paredes mais largas, cubro-me das folhas

que sobraram à última estação, sento-me

em sobras de troncos, respiro a aragem

deixada pelo voo dos pássaros e vivo.

Estou só e ferida.

Os gatos arranharam-me numa brincadeira

perigosa; os pássaros debicaram-me aflitos

e tu não apareceste

para me salvar

da intensa exposição solar.

{Luisa Ribeiro}

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Ponte de Lima

Ponte de Lima

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